Do antigo Viaduto das Almas aos dias atuais, acidentes fatais marcam a história da principal ligação rodoviária de Minas
A BR-040 volta ao centro das discussões após mais um acidente fatal, mas o histórico da rodovia mostra que o problema está longe de ser recente. Ao longo das décadas, o trecho entre Belo Horizonte e a região central de Minas acumula registros de tragédias que marcaram gerações.
Um dos exemplos mais emblemáticos é o antigo Viaduto das Almas, inaugurado em 1957 pelo então presidente Juscelino Kubitschek. A estrutura, com curva acentuada e pista estreita em mão dupla, rapidamente se tornou conhecida pelo alto número de acidentes.
Ao longo dos anos, o local registrou ocorrências graves, incluindo acidentes com dezenas de vítimas fatais nas décadas de 1960. O cenário de risco constante fez com que o viaduto se tornasse símbolo da insegurança na rodovia.
Rebatizado posteriormente como Viaduto Vila Rica, o trecho permaneceu em uso até 2010, quando foi substituído por uma estrutura mais moderna, o Viaduto Márcio Rocha Martins. A nova construção, mais ampla e segura, marcou o fim de um ponto crítico que acumulou pelo menos 200 mortes ao longo de mais de 50 anos.
Apesar da modernização em alguns trechos, a BR-040 continua registrando acidentes e levantando questionamentos sobre segurança, manutenção e infraestrutura.
O histórico da rodovia deixa claro: as tragédias não começaram agora. O desafio, segundo especialistas e motoristas, é garantir que elas não continuem fazendo parte da rotina de quem depende da via.