Árvores com décadas de história foram suprimidas e, até o momento, responsáveis não apresentaram parecer técnico ou justificativa oficial.
corte de dois ipês-amarelos no centro de Barbacena continua gerando questionamentos e insatisfação entre moradores, ambientalistas e frequentadores da área central da cidade. Passados os primeiros dias da intervenção, a população ainda aguarda um parecer oficial dos responsáveis, especialmente sobre a existência de licenças e laudos técnicos que autorizaram a supressão das árvores.
As árvores, consideradas símbolos naturais e paisagísticos do município, possuíam mais de 50 anos, segundo relatos de moradores antigos. A retirada ocorreu em uma área de grande circulação, o que ampliou a repercussão nas redes sociais e levantou dúvidas sobre os critérios adotados para a decisão.
Até o momento, nenhum órgão municipal apresentou documentos públicos, como autorização ambiental, estudo técnico ou compensação ambiental prevista. A ausência de informações claras alimenta a percepção de descaso com o patrimônio ambiental urbano e reforça críticas sobre a política de arborização da cidade.
Especialistas ressaltam que o corte de árvores de grande porte em área urbana exige critérios rigorosos, como comprovação de risco, doenças irreversíveis ou obras de interesse público devidamente justificadas. Além disso, a legislação ambiental prevê transparência e compensação ambiental quando há supressão autorizada.
Enquanto isso, moradores cobram respostas e providências. Para muitos, o silêncio das autoridades aumenta a sensação de que decisões importantes estão sendo tomadas sem diálogo e sem respeito ao meio ambiente. O caso segue aguardando esclarecimentos oficiais, que a população considera urgentes e necessários.