Pneus, esgoto e lixo expõem a fragilidade da preservação ambiental na região
No último sábado, durante uma caminhada pelas margens do Rio das Mortes, em Compolide, me deparei com uma cena alarmante que expõe a falta de cuidado com o meio ambiente. Como jornalista e ambientalista, não posso deixar de registrar e denunciar a situação.
O que vi foi a presença de pneus de caminhão jogados dentro do rio, além de diversas entradas de esgoto sem qualquer tipo de tratamento sendo despejadas diretamente nas águas. O Rio das Mortes, um dos mais importantes da região do Campo das Vertentes, sofre diariamente com o descaso e a ausência de políticas públicas eficazes.
Essa realidade levanta uma reflexão urgente: até quando o homem continuará matando os rios, desmatando e promovendo queimadas sem pensar nas consequências? O meio ambiente pede socorro, e os exemplos de agressão ambiental estão cada vez mais próximos de nós.
Se a preservação da natureza fosse vista como prioridade política, talvez já estivéssemos entre os países que mais cuidam do seu patrimônio natural. No entanto, o que se vê é o contrário: uma sequência de ações que colocam em risco não apenas a biodiversidade, mas também a qualidade de vida da população.
O Rio das Mortes é fonte de história, sustento e identidade para a região. Preservá-lo deveria ser um compromisso coletivo, que exige responsabilidade das autoridades e consciência da sociedade.