Hidrelétrica centenária, a Usina de Ilhéus ajudou a iluminar e a modernizar a cidade no início do século XX
A Usina de Ilhéus, localizada no distrito do Faria, em Barbacena (MG), é uma das primeiras usinas hidrelétricas do município.
Antes de sua implantação, em 1904, a iluminação pública de Barbacena havia dependido de lampiões a querosene e acetileno sistemas caros e pouco eficientes.
A construção foi idealizada por Francisco de Paula Cunha como engenheiro municipal, com os estudos e execução do projeto a cargo do engenheiro eletricista e mecânico Camillo Ferreira Filho.
A queda d’água usada para gerar energia foi escolhida no Rio das Mortes, próximo à localização da estação ferroviária de Ilhéus. A potência inicial equivalia a cerca de 200 cavalos-vapor, com possibilidade de elevação a 400.
A energia gerada pela usina era transmitida por cabos de corrente alternada ao centro da cidade, numa extensão de cerca de 14 quilômetros até a central distribuidora urbana.
Em 1905 foram feitos os primeiros testes da iluminação pública que usava esta energia elétrica. O sistema permitiu acender lâmpadas do tipo Edison, de 32 watts, que melhoraram consideravelmente a visibilidade noturna.
Com o passar dos anos, aumento do consumo doméstico e crescimento da cidade exigiram mais capacidade de geração. Em 1910, foi instalada uma segunda máquina geradora.
Hoje, a Usina de Ilhéus funciona ainda como patrimônio histórico e como ponto turístico.